Vejamos alguns exemplos de Intertextualidade:
1) Slogans:
2) Veja a seguir como Ricardo Azevedo brinca com o famoso poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade:
3) A intertextualidade também é um recurso utilizado pelas crônicas de jornal. Veja como José Roberto Toreiro utiliza uma frase famosa dita por um personagem de Shakespeare. A frase quer dizer, em poucas palavras, que há muita coisa na vida que não compreendemos.
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4) A intertextualidade está presente também em outras áreas, como na pintura, veja as várias versões da famosa pintura de Leonardo da Vinci, Mona Lisa.

Mona Lisa, Leonardo da Vinci. Óleo sobre tela, 1503.

Mona Lisa, de Marcel Duchamp, 1919.

Mona Lisa, Fernando Botero, 1978.

Mona Lisa, Intertextualidade na propaganda.
1) Slogans:
A rede de quitandas "hortifruti", com slogans lançados pela empresa, numa estratégia bastante criativa e jocosa para chamar a atenção do público-alvo. Essa intertextualidade se dá através da Fonética ou seja, do som produzido quando da pronúcia. Para exemplificar melhor, não teria o mesmo som dizendo "A outra maçã" com "A outra face".
Os mesmos foram retirados do site da empresa de propaganda "MPPublicidade".
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| "A incrível rúcula" | (por "Incrível Hulk") |
| "Kiwi Bill" | (por "Kill Bill") |
| "A outra alface" | (por "A outra face") |
| "E o coentro levou" | (por "E o vento levou") |
| "Beringela indiscreta" | (por "Janela Indiscreta") |
| "O quiabo veste Prada" | (por "O diabo veste Prada") |
| "O limão impossível" | (por "Missão impossível") |
| "A hortaliça rebelde" | (por "A noviça rebelde") |
| "9 1/2 cebolas de amor" | (por "9 1/2 semanas de amor") |
2) Veja a seguir como Ricardo Azevedo brinca com o famoso poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade:
sorvete na rua de Tereza que joga uma latinha de refrigerante na rua de Raimundo que joga um saquinho plástico na rua de Joaquim que joga uma garrafinha velha na rua de Lili. Lili joga um pedacinho de isopor na rua de João que joga uma embalagenzinha de não sei o quê na rua de Tereza que joga um lencinho de papel na rua de Raimundo que joga uma tampinha de refrigerante na rua de Joaquim que joga um papelzinho de bala na rua de J. Pinto Fernanders que ainda nem tinha entrado na história. (Ricardo Azevedo) | amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Tereza para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. (Carlos Drummond de Andrade) |
Enquanto o texto de Drummond inspirado pela dança da Quadrilha das Festas Juninas, onde os casais trocam de pares a cada passo, o texto de Ricardo Azevedo critica o mau hábito de jogar lixo na rua e mostra como as pessoas prejudicam as outras. Esse é mais um formato de Intertextualidade pela troca sucessiva de pessoas dentro dos dois textos.
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3) A intertextualidade também é um recurso utilizado pelas crônicas de jornal. Veja como José Roberto Toreiro utiliza uma frase famosa dita por um personagem de Shakespeare. A frase quer dizer, em poucas palavras, que há muita coisa na vida que não compreendemos.
leitora, há mais coisas entre o céu dos deuses e a terra do futebol do que sonha a nossa vã crônica esportiva: Determinadas situações do jogo e certas fases pelas quais os times passam não são, como pensam alguns, obra do acaso. Ao contrário, são uma manifestação da vontade de seres superiores, seres que controlam a nossa vida desde o dia em que o Caos gerou a Noite. (trecho de crônica de José Roberto Torero) | céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia". |
Na literatura, e até mesmo nas artes, a intertextualidade é persistente. Sabemos que todo texto, seja ele literário ou não, é oriundo de outro, seja direta ou indiretamente. Qualquer texto que se refere a assuntos abordados em outros textos é exemplo de intertextualidade.
4) A intertextualidade está presente também em outras áreas, como na pintura, veja as várias versões da famosa pintura de Leonardo da Vinci, Mona Lisa.
Mona Lisa, Leonardo da Vinci. Óleo sobre tela, 1503.
Mona Lisa, de Marcel Duchamp, 1919.
A Mona Lisa de bigodes, de Marcel (1887-1968), faz parte de uma retrospectiva sobre o dadaísmo, que aconteceu de 05/10/2005 a 09/01/2006, no centro Pampidou, em Paris. Nascido em 1916 em Zurique, durante a 1ª Guerra Mundial, o movimento dadaísta negava todas as tradições sociais e artísticas, tinha como base o anarquismo niilista e o slogan "a destruição também é criação". Duchamp fazia assim chamadas "interferências". Pintou bigodes na Mona Lisa, para demonstrar seu desprezo pela arte tradicional.
Mona Lisa, Fernando Botero, 1978.
Botero se define como o oposto dos outros artistas. "Não sou cubista, impressionista, surrealista ou expressionista. Sou o que sou". Para chegar à técnica que alguns denominam como "gordismo", teve que estudar os grandes mestres da pintura, o que lhe permitiu ter elementos para criar a sua própria essência e impor esse selo de originalidade que lhe deu glória.
Mona Lisa, Intertextualidade na propaganda.
Esse enunciado sugere ao leitor que o produto anunciado deixa a roupa bem macia e perfumada, ou seja, uma verdadeira obra-prima (se referindo ao quadro de Da Vinci).
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